Título: A Diferença Invisível
Roteiro: Julie Dachez
Roteiro: Julie Dachez
Adaptação de roteiro, desenho e cores: Mademoiselle Caroline
Tradutora: Renata Silveira
Editora: nemo
Ano: 2017
Nº de Páginas: 190
Livro Físico
CLASSIFICAÇÃO ANSIOSA: ❤❤❤❤❤
Tradutora: Renata Silveira
Editora: nemo
Ano: 2017
Nº de Páginas: 190
Livro Físico
CLASSIFICAÇÃO ANSIOSA: ❤❤❤❤❤
Nós, seres humanos
fundamentalmente sociáveis, nos rotulamos e regramos nossos comportamentos com
vários e intensos delimitantes. Em paradoxo, a voz cada vez mais ecoada pela
sociedade clama pela diversidade e, esta, parece ser cada vez mais difícil de
ser alcançada sem nenhum trauma psicológico. Em A diferença Invisível, a jovem
Marguerite é como cada um de nós, com milhões de particularidades, mas não
consegue disfarçar bem como a maioria das pessoas. Margô é identificada depois
dos 27 anos com síndrome de Asperger e sofre muito em seu dia a dia por não ser
aceita pelos seus amigos, colegas de trabalho, e, algumas vezes, seu namorado.
“Acho
que chegamos ao ponto em que posso dizer com certeza que Marguerite está
cansada. Cansada de ser julgada o tempo todo. Cansada de tentar ser como as
outras pessoas. Pessoas com as quais ela se parece por fora, nada mais. Cansada
de tudo isso.”
Sem se conhecer, ela pratica
uma autoviolência todos os dias: querer ser igual as outras pessoas! De crises
físicas e existenciais até a descoberta de sua condição psíquica, Marguerite
nos ensina que as censuras às diferenças estão em todo lugar e nos pequenos
detalhes: nos olhares, nos cochichos, nos conselhos...Além de nos colocar num
ponto de escuta e respeito pouco experimentado.
Marguerite é a própria
autora que desenvolveu essa HQ a fim de ajudar as outras tantas pessoas aspies
– pessoas que tem síndrome de Asperger- a se encontrarem. Isto é de estrema importância
e pode ser visto com emoção quando ela descobre ser portadora da síndrome e
pode, finalmente, sentir-se incluída. É incrível como o sentimento de
marginalização é forte e pode nos deixar doentes. E é por isso que essa não é uma história, apenas, sobre e para autistas, mas sobretudo de diferenças: de respeito, tolerância, de autoaceitação e fortalecimento do amor-próprio. Enfim, como é uma HQ, não
quero falar muito para não dar spoiler. Se deliciem com essa leitura
refrescante, revigorante e muitíssimo linda, depois me falem o que acharam, que
tal?
“Sua diferença não é
parte de um problema, mas a solução.
“É um remédio para a
nossa sociedade, doente da normalidade.”
Julie Dachez


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